NOSSOS PRODUTOS NO ELO7

sexta-feira, 1 de julho de 2011

DESCOMPLIQUE A VIDA

Recebi de uma amiga e repasso:
 Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item
 obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um
 verbo de quatro sílabas: descomplicar .
 Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da
 hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e
 de nós próprias, parar com tanta briga boba com namorado, marido,
 parceiro, amigos, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa,
 olhar menos para o espelho.
 Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão
 falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter.
 Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da
 mulher moderna.


 Amizade , por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e
 nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas
 em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher
 quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam
 dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar,
 compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já
 nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele... Para a
 alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou
 o namorado em casa e desfrute os prazeres que só uma boa amizade
 consegue proporcionar.


 E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário
 duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e
 silêncio . Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes
 por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a
 ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir,
 contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os
 próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é
 preciso.


 Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir .
 Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher
 mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do
 nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste
 atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela
 amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de
 nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.


 Quanto à palavra dieta , cuidado: mulheres que falam em regime o tempo
 todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir
 carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do
 endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para
 ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a
 sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar
 em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.
 Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra
 que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza .
 Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se
 comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir...
 Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se
 colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser
 tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha,
 em casa, no supermercado, na academia.


 E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser
 indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar . Sonhe com aquela viagem
 ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai
 fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia
 (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe ... sonhar é quase fazer
 acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso:
 seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A
 vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.


 E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a
 palavra perfeição . O dicionário das mulheres interessantes inclui
 fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma
 para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que
 sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o
 desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos
 que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais
 são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas
 são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se
 elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa
 toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

 

2 comentários:

Mirabolarte disse...

OI AMIGA E SÓCIA
Parabéns pelo lindo e verdadeiro texto. Veio em boa hora e caiu muito bem.
bjs
Fatima

Yara disse...

que blog maravavilhoso. olá. Navegando na net cheguei ate seu blog. Gostei muito.Li um monte e adorei suas artes. Bjs e ja estou add no meus favoritos